Integração entre engenharia e campo: como reduzir falhas na montagem

Integração entre engenharia e campo: como reduzir falhas na montagem

Reduzir falhas na montagem é um dos principais desafios na execução de projetos industriais. A falta de integração do projeto detalhado, análise de interface entre disciplinas e planejamento multidisciplinar pode gerar divergências entre o projeto executivo e a realidade da obra, resultando em retrabalho, atrasos, aumento de custos e impactos na qualidade da entrega.

Para demonstrar como essa integração contribui para a eficiência da montagem industrial, a STAHL Engenharia preparou este conteúdo abordando os principais fatores que influenciam a execução dos projetos e as boas práticas para reduzir falhas durante a montagem.

Com o intuito de minimizar ou antever estes problemas, a STAHL criou este conteúdo no qual vamos abordar temas como:

  • Os riscos do distanciamento entre projeto e execução;
  • O papel das Normas Técnicas (a DIN 4754);
  • Estratégias para uma execução eficiente (comissionamento antecipado, feedback loop e modelagem 3D);
  • Segurança, saúde e meio ambiente. 

Encontre todas as informações que precisa sobre o assunto:

Os riscos do distanciamento entre projeto e execução

Dentro da realidade de urgência da implantação de novos projetos de engenharia de construção e montagem, a falta de integração entre as equipes de engenharia detalhada, planejamento e análise de construtibilidade por parte das equipes de montagem pode gerar desvios entre o projeto concebido e a realidade de campo.

Esses desvios comprometem a conformidade técnica do empreendimento, aumentam os riscos operacionais e dificultam o atendimento aos requisitos de prazo, qualidade e segurança, impactando diretamente o desempenho e o sucesso do projeto para contratante e contratada.

Entre os principais problemas decorrentes dessa falta de integração, destacam-se:

  • Não conformidade normativa: falhas na comunicação entre projeto e execução podem resultar no não atendimento aos requisitos previstos em normas técnicas, especificações de projeto e exigências contratuais; 
  • Desperdício de materiais: erros de levantamento, especificação ou compatibilização entre disciplinas podem gerar sobras, compras emergenciais e retrabalho; 
  • Incompatibilidades entre disciplinas: interferências físicas entre estruturas, tubulações, equipamentos e sistemas podem gerar ajustes em campo, atrasos e aumento dos custos da montagem;
  • Erro de planejamento na avaliação do prazo de execução em projetos multidisciplinares, onde uma a interface de uma disciplina afeta de forma sistêmica o andamento das demais disciplinas abordadas no projeto. 

A adoção de um Sistema de Gestão da Qualidade baseado na ISO 9001 promove a padronização dos processos, o controle sistemático das atividades e a melhoria contínua. Também fortalece o controle documental, a gestão de mudanças, a rastreabilidade dos registros e a prevenção de não conformidades, assegurando que todas as etapas do empreendimento sejam executadas em conformidade com os requisitos técnicos, normativos, contratuais e de qualidade estabelecidos.

O papel das normas técnicas no processo de integração

Como exemplo da importância da integração entre engenharia de detalhamento e campo, podemos citar os sistemas de aquecimento por fluido térmico, nos quais a Norma DIN 4754 estabelece requisitos específicos para projeto, construção e operação segura.

Nesses sistemas, a engenharia deve especificar corretamente materiais, componentes e dispositivos compatíveis com as condições de operação, enquanto a equipe de campo deve assegurar que a montagem seja executada em conformidade com o projeto, as normas técnicas e os procedimentos estabelecidos.

Enquanto isso, a equipe em campo precisa garantir que todo o sistema seja construído seguindo as normas para evitar que ocorra o vazamento de fluidos, melhorando assim a melhor circulação de calor e eficiência energética.

Além disso, o projeto deve contemplar aspectos de manutenibilidade, prevendo linhas de desvio (bypass), válvulas de isolamento e acessos adequados para inspeção e manutenção, reduzindo impactos na produção.

Estratégias para uma integração eficiente

1. Comissionamento antecipado

A participação da equipe de comissionamento ainda na fase de engenharia permite avaliar aspectos de construtibilidade, operabilidade, mantenabilidade, segurança e requisitos de testes antes do início da montagem, reduzindo retrabalhos e facilitando a entrada em operação, o apoio do time de comissionamento pode e deve se estender ainda a fase de suprimentos, inspecionando e validado a construção dos equipamentos e/ou pacotes considerando a integração destes elementos, que em geral pertencem a uma engenharia do fornecedor, com os demais elementos do projeto (por exemplo protocolos de comunicação, interfaces de conexão, dimensionais de montagem entre outros). 

2. Ciclo de Feedback 

Também conhecido como ciclo de retroalimentação, é uma forma de a engenharia trabalhar em campo e de forma mais próxima com a realidade do que o projeto realmente é.

O feedback contínuo entre as equipes de construção e montagem e engenharia permite que dificuldades identificadas durante a execução sejam rapidamente avaliadas e incorporadas ao projeto sempre que necessário. Esse processo reduz recorrências, aprimora soluções técnicas e fortalece a melhoria contínua dos projetos futuros.

3. Modelagem 3D

A modelagem 3D permite identificar interferências físicas, validar acessos para operação e manutenção, além de reduzir retrabalhos durante a montagem. No caso de ampliação de unidades em operação o escaneamento industrial para a geração da nuvem de pontos pode ajudar a modelagem 3D a maximizar a integração do novo com o existente. 

Além disso, a modelagem tridimensional facilita a compatibilização entre disciplinas, melhora o planejamento da montagem, reduz interferências físicas e contribui para maior previsibilidade na execução do empreendimento.

Segurança e meio ambiente

Outro ponto importante que a integração entre engenharia e campo ajuda é na segurança de todos os envolvidos e também na preservação do meio ambiente, vendo, na prática, como as ideias da planta funcionam no campo e se realmente seguem as normas ambientais.

A integração entre engenharia e campo também fortalece a gestão de saúde, segurança e meio ambiente (SSMA), permitindo identificar antecipadamente riscos ocupacionais, operacionais e ambientais, definir controles preventivos e assegurar o atendimento aos requisitos legais, normativos e procedimentos internos.

A  utilização de indicadores de desempenho é uma ferramenta essencial para avaliar a eficácia da integração entre engenharia e execução. Indicadores como taxa de retrabalho, índice de não conformidades, aderência ao cronograma, produtividade das equipes e quantidade de pendências identificadas durante o comissionamento permitem medir resultados, identificar desvios e implementar ações corretivas de forma estruturada. 

Dessa forma, a organização fortalece a melhoria contínua e aumenta a previsibilidade dos resultados do projeto.

Mais do que reduzir falhas na montagem, integrar engenharia e execução significa aumentar a confiabilidade do empreendimento, reduzir desperdícios, melhorar a qualidade das entregas e assegurar que o projeto seja executado conforme os requisitos técnicos, legais e contratuais.

A STAHL Engenharia possui experiência na integração entre engenharia, montagem, comissionamento e gestão de projetos industriais, oferecendo soluções que aumentam a eficiência operacional, reduzem riscos e asseguram entregas com elevado padrão de qualidade. Entre em contato com nossa equipe e conheça nossas soluções.

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